Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Crónica do Reconhecimento Maratona Internacional Idanha-a-Nova/Zarza la Mayor

Olá malta,

As fotos estão disponiveis em http://www.forumbtt.net/index.php/topic,46118.75.html e http://www.forumbtt.net/index.php/topic,46118.100.html

Irei escrever umas "BREVES" palavras, onde tentarei descrever o que EU e um magnifico grupo de amigos, viu e sentiu num fim de semana, em que o relógio andou a "200 á hora" porquê Leiam o restante e perceberão porquê

Este reconhecimento, começou a ser preparado 1 mês atrás para não falhar nenhum pormenor(transportes,alojamento, refeições, bagagens, banhos...) e podermos disfrutar na plenitude de um palco histórico e natural imbatível.

Sábado dia 22 de Novembro de 2009, pelas 08h00, os "MOTORES" começaram a "RUGIR", em Lisboa, Montijo, Algueirão etc..., os vários locais de residência da malta, ansiosos por chegarem a Idanha-a-Nova, onde se iria inciar esta AVENTURA.

Sem stress´s e sem atrasos significativos, lá iniciámos o movimento "CARAVANA Á BORLIU" para o 2º ponto de reunião-Aveiras, onde nos aguardava a malta do Montijo e a equipa da Bike Magazine, notava-se já uma certa ansiedade, em chegar depressa para sentir o AR PURO e a ADRENALINA dos trilhos.

Pelas 10h20 chegámos ao local de partida, onde já nos aguardava o João Vaitu63 e a carrinha(que nos transportou as bagagens de Idanha-Salvaterra ida e volta)dos Bombeiros V. de Idanha-a-Nova,conduzida pelo Diogo(obrigado pela disponibilidade e simpatia) abastecemos sólidos e liquídos novamente sem stress´s, convivemos um pouco, inclusive deu para ver caras amigas, neste caso o Jorge-Tripé que deve ter ficado "Em pulgas para nos acompanhar", fica para a próxima............

Depois de "aconchegados" chegou o momento de preparar as nossas "LADY´S" e metermo-nos a caminho, o que veio a acontecer pelas 11h45.

A temperatura estava óptima para a prática do BTT e o dia soalheiro, a Vila de Idanha-a-Nova, estava ainda a "DORMIR" vendo-se poucas pessoas a circular pelas suas ruas e as poucas que lá se encontravam não ficaram indiferentes á passagem deste grupo de 14 bttistas, que por onde passa irradia alegria e côr.~

Passámos pelo meio da Vila em direcção á calçada romana, com a adrenalina a disparar, provocada pelo piso, declive e pelas obras de recuperação da mesma, notou-se logo que esta malta gosta de DESCERRRRRRRRRRRRRRR R e sentir o limite, mas passou toda a malta no teste, rápidamente chegámos á Srª da Graça, onde apanhámos um pouco de alcatrão, que nos permite alcançar os trilhos, em direcção a Lentiscais-Zebreira, apesar da falta de chuva, cruzámos algumas mini-barragens que embelezam a paisagem, esta zona foi percorrida a uma velocidade cruzeiro, pois existem inúmeras cercas para abrir e fechar, numa dessas secções apareceu o 1º furo, ao amigo COIMBRA(totalista dos únicos 2).

Passados os Lentiscais apanhámos obrigatoriamente uma estrada de alcatrão e passados uns minutos lá estavamos nós a pedalar que "NEM UNS LOUCOS" no meio de oliveiras e sobreiros, com uma mancha preta a acompanhar-nos, uma monumental VARA DE PORCOS PRETOS, num continuo sobe e desce rápido, com uns estradões de bom piso, seguidamante a esta zona viria a 1ª subida digna de registo, mas de dificuldade média-baixa que nos permite chegar a Zebreira.

Ao fim de 24 kms aproximadamente, fez-se um compasso de espera para se reunir o grupo e tomamos a direcção de Segura, optando pelo trajecto do CALACU, um dos pontos mais altos do Percurso, permitindo os nosso olhos alcançarem a longínqua paisagem, portuguesa e espanhola.

Este local caracteriza-se por uma estrada rural, no incio encontramos umas curtas subidas e descidas, mas nos últimos 2 kms por uma descida vertiginosa, em que todo o cuidado "É POUCO", no inicio desta descida longa, aconteceu o 2º furo do dia, permitindo uma reunião "TUPPERWARE" e um dos 1ºs balanços dos 30 kms efectuados, EU dizia-lhes o melhor ainda está para virrrrrrrrrrrr e os olhos brilharam...........

Resolvido o problema do furo "Ala que se faz tarde......" encosta abaixo sempre puxados pela "lei da gravidade" e foi quase no final que a Susana quis seguir as pisadas do nosso "HOMEM BORRACHA" e voou sem asas, resultado algumas escoriações, arranhadelas, pequenos traumatismos, pequena mossa no capacete, etc..... Avaliado o estado da Susana, este permitiu concluir que para além do SUSTO e MARCAS(esta miúda é uma autentica guerreira), não impossibilitavam a sua continuidade, cerrando os dentes, acreditou que conseguiria e lá fomos nós, sempre preocupados com o seu estado, faltavam um pouco mais de 15 kms para chegarmos ao local de chegada.

A seguir ao CALACU, apanhámos a estrada que vem do Rosmaninhal, que nos iria levar a Segura. Aí chegados evitámos a subida pela calçada romana(efectuada apenas pelo PENA,que não resiste á tentação das subidas, parece que tem um íman ) que nos leva ao centro da aldeia e fomos directos ás Azenhas do Roque, já integrado em pleno Parque Natural do Tejo Internacional e GeoPark da Unesco, percorrido pelo fabuloso rio Erges.

Neste local é sempre obrigatório parar, para admirar e tirar fotos, tal a sua riqueza de fauna, flora e história(com os moinhos de corrente bem preservados) e reunião "TUPPERWARE", paragem obrigatória 500 metros depois, pois tivemos de agradecer as boas vindas de um belo "CAVALO" que nos recebeu no seu terreno, foi outro dos momentos surpresa.

Como o relógio não pára e ainda faltam 10 kms para chegar a Salvaterra do Extremo e os raios de luz se escapam rápidamente, iniciámos a marcha para nos deliciarmos com os últimos kms, subindo o rio Erges(sempre ao noss lado), encontrando uma grande variedade de trilhos, desde singletracks, em granito, xisto e terra, escudados por sobreiros, oliveiras e outras árvores, mas sempre com a companhia do rio.
Quando faltavam 6 kms a noite "ENVOLVEU-NOS" e proporcionou-nos a maior AVENTURA do reconhecimento, despertou em nós os sentidos que estão adormecidos, talvez inspirados pelo fabuloso CÉU preenchido por "TODAS AS ESTRELAS DO UNIVERSO" simplesmente BRUTAL.

Como este grupo é composto por malta diversificada, sempre existem uns mais precavidos, neste caso o Jõao Vaitu63 e o Btteco, trouxeram as suas luzes e ajudaram os mais "CEGUETAS", foi de facto um ajuda preciosa para conseguir vencer os últimos 6 kms, com alguns encontros imediatos(muros) e incerteza no plano vertical .
Tentei sempre animar a malta, com "Só faltam 2 kms...........", na realidade não fugia muito á realidade pois a progressão era lenta.

De registar os barulhos provocados pelas aves nocturnas que nos pregavam uns "CAGAÇOS", de salientar tb que esta zona é fértil em histórias e fábulas, contadas pelos meus familiares e recordei no momento.

Terminámos com um pouco mais de 50 kms, encostando este parque BIKE no jardim da Casa do Forno, dava gozo olhar para tamanha diversidade de bikes e modelos, onde predominam as suspensões totais.

Quero também registar a forma muito simpática, competente e acolhedora como a equipa da Casa do Forno www.casadoforno.com. pt nos recebeu e nos preparou, um fabuloso Arroz de Galinha, preparado no forno e regado com um óptimo vinho da casa, tudo isto acompanhadoi pelo seu próprio pão cozido no forno tradicional, ó pá já me esquecia do pudim de OVOS maravilhoso e da oferta do João Vaitu63 um vinho do Porto de 1963(que põe qq mortal de água na boca)

Informo que pelas 22h30 0 "PESTANA" deu entrada em acção.........................................................


O dia anterior, com bastantes paragens, muita brincadeira e adrenalina, provocou algum cansaço.

Não sendo HABITUAL nos "À BORLIU" a malta foi para a "CAMINHA" cedinho, cientes que teríamos os outros 50 kms, com a mesma dose e............... logo a começar a descida da Calçada de Salvaterra como ponto forte .

O people acordou pelas 08h30, ficando EU responsável pela "ALVORADA".
Para quem pernoitou em minha casa, não houve "PARTIDAS" para ninguém e a malta DEPOIS DE ACORDAR despachou-se o mais rápido possível, com o estomâgo a "DAR HORAS".

Tudo arrumado, dirigimo-nos á Casa do Forno, onde encontrámos o restante grupo. Foi mais 1 momento de relembrar os momentos do dia anterior.

Recarregadas as "BATERIAS" com um reforçado pequeno almoço com muito pão "FRESKINHO" e arrumadas as bagagens na viatura dos Bombeiros V. de Idanha-a-Nova, chegou o momento de despedidas ao João Geraldes(um dos responsáveis da Unidade) e á sua equipa e agradecer a forma estupenda como nos receberam e trataram.

Não me posso esquecer que tivemos uma baixa, a Susana não tinha conseguido recuperar das mazelas do dia anterior, mas ELA encarou a situação como já é sua marca , com um SORRISOOOOO e um "ATÉ LOGO".

O Quim Martins, um grande amigo e um grande entusiasta do BTT na região e arredores iria conduzir as nossas bagagens e a nossa amiga Susana até Idanha-a-Nova, imaginem como ELE não estava (todo roído por não nos acompanhar), apesar de bem acompanhado Obrigado QUIM por este apoio, BEM HAJAS!

Antes de arrancarmos, ainda houve tempo para as últimas fotos e afinações, findo isto, foi apontar "AGULHAS" para a Calçada Romana, com passagem pelo miradouro do "CAMPO DA IGUALDADE" com uma vista fabulosa, sobre as montanhas longínquas que circundam a Aldeia, o Vale de Idanha, o Rio Erges, Espanha, destacando o Castelo Peñafiel e um numeroso bando de abutres que esvoaçava ao sabor do vento.

A adrenalina já era tanta, que era dificil manter a malta atenta aos avisos de cuidado "Os pássaros é que têm ASINHAS" e o chão praticamente é de granito até ao rio, numa distância de 1,5 kms.

A malta da Bike Magazine, desceu a Calçada e após essa "Viagem" resolveu subir TUDOOOOOOOOOOO outra vez e repetir a dose, tal o prazer sentido na descida, enquanto eles se dedicavam a repetir a DOSE, a maioria do grupo avançou para a entrada do Canyon de granito e deliciou-se com as piscinas que se formam, ao longo do curso do rio, fotos e mais fotos, mas o relógio não pára e .......... dirigimo-nos para a Molha dos pezitos(o Btteco revelou-se um SALTAPOCINHAS e com números de circo passou a seco), na travessia Portugal-Espanha.

Acentuo que nesta altura o rio levava muito pouca água, ainda bem ufffffffffffffffffff fffffffffffa. Passado a fronteira entrámos em território espanhol, aproveitando uns singletracks ao longo de um regato, seguidamente como o tempo era precioso, resolvemos tomar a curta estrada que nos iria levar ao acesso do castelo Peñafiel, onde pudemos "SENTIR" a história, a fauna e a força da Natureza, como um rio consegue cortar(escarpa de aproximadamente 100 m) uma montanha de granito "Água mole em pedra dura, tanto dá, até que furaaaaaaaaaaaaa".

Foi outro momento que aproveitamos para registar para mais tarde relembrar .

Tivemos de utilizar o mesmo caminho de retorno, com direcção a Zarza la Mayor, onde nos deliciamos com uns deliciosos "BOCADILLOS CON JAMON" untados com azeite(novidade que se revelou saborosa) e umas "CAÑAS".

Chegou a hora de partir e rumámos ao Açude que permite a travessia do rio Erges, esta parte foi efectuada a uma boa velocidade, permitindo aquecer o "CORPINHO" para o trajecto, Vale de Idanha-Apartadura, autentico parte pernas, ascendente-descendente que nos esperava, nos próximos 4 kms, mas que nos envolvia com a sua fauna e flora do mais "PURO" existente, com passagem por uma ponte romana e com a companhia de um ribeiro.

Atravessado o mesmo subimos por um estradão em bom estado, rodeado de eucaliptos que nos levaria ao Vale Cornado, onde se encontrava o proprietário a "MARCAR" o gado bovino, feitos os cumprimentos e saudações, seguimos destino para Toulões, através de bons e rápidos estradões, como o dia estava soalheiro e o Jamon, provocava alguma sede, resolvemos parar na localidade e "AVIAR" umas "TOTATOLAS" fresquinhas.

Após esta breve paragem, dirigimo-nos para a propriedade "A GRANJA" local ,referência de observação de aves raras e produção biológica, servida por bons e rápidos estradões, que nos proporcionaram pedalar a bom ritmo e visualizar belas paisagens, embelezadas pela barragem que abastece o local.

Faz-se sensivelmente 4 kms dentro da Granja, passando pelo seu belo ARRAIAL e pelos seus habitantes de "VÁRIAS ESPÉCIES" de 4 patas, o final deste percurso caracteriza-se por uma subida com 1,5 kms que no alto nos permite "APRECIAR" os trilhos utilizados, lindooooooooooooooooooooooo, ficamos com vontade de voltar a descer tudooooooooooooooooo, mas não nos podemos deixar levar pelo "DESEJO" a RAZÃO impera, pois o relógio não páraaaaaaaaaa.

Depois de recuperar o fôlego, rumámos a Alcafozes, que fica com Monsanto como Palco de Fundo, passámos discretamente, de tal forma que penso que ninguém NOS VIU, o fenómeno da desertficação SENTE-SE E BEM, á saída de Alcafozes, utilizámos um singletrack que ladeia um ribeiro e nos leva a atravessar uma estrada asfaltada (ligam Alcafozes-Idanha-a-Velha), continua até a uma subida de pedra muito técnica, mas fabulosa(é daquelas que provoca adrenalina).

Idanha-a-Nova, dista aproximadamente 16 kms e não podemos distrair-nos com o relógio e o Sol. Chegámos já muito perto da Barragem Marechal Carmona e fizémos uma pequena paragem para vestir uma roupa mais quentinha, o SOL começa a desaparecer a uma velocidade, que qualquer mortal sente e não desejaaaaaaaaaaaaaaaa. Para evitar sermos surpreeendidos nos trilhos sem LUZ, utilizámos os caminhos mais lineares e directos para chegar ás margens da Barragem, proporcionado um Pôr do Sol magnifico e umas descidas "ALUCINANTES" sempre a rasgar..............

Chegados ao Parque de Campismo, a noite já estava instalada e resolvemos seguir os últimos 5 kms pelo asfalto, passando pela Srª da Graça e................... .alguns com o desejo de conquistar a já famosa Calçada Romana de Idanha-a-Nova, não resistiram ao "CHAMAMENTO" e mesmo sem luz, abraçaram esse desafio(foi bonito ver a cara deles de contentamento ) os outros onde me Incluí, subimos pelo alcatrão(também bastante duro) até ás instalações dos Bombeiros V. de Idanha-a-Nova, onde nos esperava um quente e saboroso BANHO e a companhia da nossa amiga SUSANA, claro sempre com aquele belo SORRISO .

Acabada esta "LIMPEZA", esperava-nos outra bela recepção no Restaurante "O ESPANHOL" www.espanholrestaurante.blogspot.com onde fomos maravilhosamente recebidos pelo Sr.António e sua familía e onde recuperámos as energias e os liquidos gastas durante o dia.

Foi o momento do balanço do fim de semana, que passou a uma "VELOCIDADE" estonteante, mas que nos "OXIGENOU" os pulmões e a "ALMA".

Obrigado malta "À BORLIU" pela companhia, pelo companheirismo, pela constante alegria, mesmo quando "NÃO ENXERGAVAM" 1 palmo á frente dos OLHOS, vocês SÃO OS MAIORES.

Gostaria de agradecer ao Comandante dos Bombeiros V. de Idanha-a-Nova, José Neves, ao amigo Quim Martins, ao Diogo e á restante equipa por nos terem apoiado e recebido, como se recebem os AMIGOS

Agradeço também aos proprietários que permitiram que utilizássemos as suas propriedades no trajecto.

Agradecimento á Equipa da Bike Magazine, nas pessoas do Alexandre Silva e Pedro Pires, pelos seus conselhos, companhia e boa disposiçao.

A todos "UM BEM HAJA"

Texto escrito por Pénatábua in ForumBTT
http://www.forumbtt.net/index.php?topic=47806.new;topicseen#new

Domingo, 9 de Novembro de 2008

Olá malta,
Foi um enorme prazer, voltar aos antigos passeios "À BORLIU", muitas caras conhecidas "Habitués" e caras novas(O, Nuno,Hugo,Sousa,Costa, Paulo Cabanas, Ana cadete- futura campeã, Bentania, Duo do Montijo e muitos outros....) , espero que tenham gostado, apesar das notas de dificuldade fisica serem "FORRETAS" - 36 kms e 710 metros de Altimetria, toda a malta acabou, com enorme satisfação e belas cores FACIAIS(A GAJA foi a mais colorida ).
A manhã começou a desenhar-se Ideal para uma "VOLTINHA" pelo nosso Quintal, sem vento, com o Sol a querer aparecer apesar da Névoa, mas uma temperatura óptima, alguns com medo do frio(o amanhecer já está freskinho) devem ter perdido liquidos EXTRA pela indumentária utilizada.
Fui dos primeiros a chegar na companhia do Nuno, que ía iniciar este tipo de passeios em grupo, a previsão pelos comentários do Forum, era de que o passeio seria bastante participado, confirmado passados alguns minutos da nossa chegada, começaram a aparecer bicicletas de todo o lado e a praça foi invadida pela "ONDA DO BTT".
As saudades destes encontros provocados por alguma "GAZETA" despoletou uma animada CONVERSA , fazendo esquecer que uma outra razão nos levava ATÉ ALI, o ir pedalar e sentir a envolvência da NATUREZA de uma das mais belas "MECAS NACIONAIS DO BTT" a Arrábida.
Foi necessário, 1 improvisado e rápido BRIEFING para despertar a malta e "DESPEGÁ-LOS" da palheta e colocar toda aquela malta na "TERRA". A falta da Buzina do "CAGATE-CAGA-TE" já me traz algumas saudades.
Iniciámos o passeio com uma subida longa mas suave, pelo acesso da Quinta da Califórnia, até ao 1º Moínho e Miradouro(foi pena a nevoa), que possibilita uma paisagem fabulosa sobre a margem sul(Praias da Costa, Seixal, Barreiro e Arrábida) para depois descermos pelo acesso das "MAMAS desgastadas "( o trânsito hoje estava ) até á estrada nacional no alto das Necessidades, continuadamente subimos na direcção de Palmela e.................parti logo a corrente, que rapidamente se resolveu, com a ajuda de um elo rápido(Obrigado Bentania, estou a dever-te UMA), aquela zona é durinha, pelo sobe e desce constante até ao CAI DE COSTAS(desta vez acertei) proporcinando umas quedas ligeiras, mais arranhões nas bikes do que outra coisa, o piso está, seco, escorregadio e com umas valentes valas no final, evitámos "MALES MAIORES" com uns avisos antecipados e muita malta com precaução "AGARROU-SE" aos travões(desta vez justificado ).
No final do CAI DE COSTAS, fizemos um compasso de espera para reagrupar, como havia alguns elementos do grupo que tardavam, o MEIABOLA na sua RACHA-SINGLESPEDD prontificou-se a ver o que se passava, subindo essa PAREDE de 200 metros com uma inclinação a rondar os 20 e muitos %%%%%%%%% com toda a mestria que se lhe conhece.
Reagrupados, foi o MeiaBola que iniciou o single da encosta, numa "PIRISCA" que levou o Nuno Quintino a suar as estopinhas para o apanhar, com o FRafael a gritar para o mesmo "Apanha-o, Apanha-o" e penso que só o apanhou pq o "ARREPIADO" do MeiaBola ficou trancado por um grupo, que tinha iniciado a descida uns bons momentos antes, posso testemunhar-vos que descemos quase a VOARRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRR e uma ida "ÁS COUVES" (que é uma ravinaZITA) esteve eminente(quem conhece sabe do que falo ).
No final desta secção tivemos o privilégio de sorrir pró "OLHÓ PASSARINHO" da autoria da "GAJA" .
Foi o momento de comer uma mão cheia de GOMAS, oferecidas pela CMarques e tomar a direcção da estrada nacional, utilizando um estradão rápido, que nos faria chegar a uma capelinha antes da descida que nos leva á ribeira que passa na comenda, esta zona é uma zona rápida e caracterizada por uma vegetação densa e umas "LAGOAS" com alguma lama(È Vê-los a travar e a circundá-las, tal a falta de saudades da mesma EU incluídos dassssssssssssssssss ssssss) ainda houve tempo para relembrar o episódio do FLYDIVEBIKER protagonizado pelo amigo BENTO.
Chegámos rápidamente á Comenda, onde cada 1 puxou do seu FARNEL, barras, bolachas MARIA, géis, Minis, etc..............par a ATESTAR as energias. O local estava repleto de betetistas e adeptos dos pedestres, que pelos olhares e atenção, potenciais futuros Biker´s .. O Torugo com a sua veia fotográfica , dedo e máquina registou a nossa presença e a BOA DISPOSIÇÃO(ele hoje estava PLENO de contentamento) Após a chegada de alguns atrasados (problemas mecânicos) retomámos a VOLTINHA, subindo suavemente pelo alcatrão, para aquecer os muscúlos, na direcção da estrada nacional, com destino á Capela de S.Luís, antes fomos "BRINDADOS" pela SUBIDAZECA em estradão, chegados á Capela, fomos também brindados por uma das mais IMPRESSIONANTES PAISAGENS da Arrábida e sem exagero do País, destacando o Delta do Rio Sado, Setúbal e o verde da Arrábida é o PRESENTE pelo esforço da SUBIDA.
Como o relógio não pára, continuámos utilizando uns trilhos mistos de descidas, singletracks, subidas ligeiras e estradões até ao tanque, que lamentavelmente, desta vez estava seco, privando-nos dos nossos "MARGULHOS" para o ÈDEN.
Após este local, o grupo fracionou-se e uns foram pela esquerda, outros pelo centro e outros pela direita, mas posso garantir-vos, todos chegaram ao local DESEJADO e satisfeitos por terem comparecido em mais um passeio "À BORLIU", onde se esqueceram, da SELVA DA SEMANA passada, onde obrigatóriamente temos de viver e onde cada vez mais, os valores, do companheirismo, da natureza, do respeito pelos outros, são ATROPELADOS E ABAFADOS:doente: .......... durante estas horas, os horários, as pressas, o STRESS é CHUTADO para bem LONGEEEEEEEEEEEEEEEE EEEEEEEEE. Espero que continuemos a proporcionar este belo ambiente a todos NÓS, para nos mantermos RACIONAIS e LÚCIDOS e FELIZES. Até ao próximo "À BORLIU".

Abraço de penatabua

Tirado do Forumbtt, o relato de mais um passeio À Borliú em 19/10/2008

Foto de Familia:
[img]http://img207.imageshack.us/img207/7036/1002833ej3.jpg[/img]

Sábado, 4 de Outubro de 2008

Aventura

De à uns dias para cá, senti a necessidade de partir à aventura pela serra fora (lembranças dos tempos de escuteiro, quiçá?).
Neste sábado meti o pensamento em prática e arranquei sozinho para uma das voltas mais difíceis e ao mesmo tempo, gratificantes da minha curta vida de BTTista.
Na noite anterior, preparo tudo: camelbak, pressão dos pneus, carregar o track que queria fazer para o GPS, meter telefone, leitor de mp3 e GPS à carga... o normal.

8h30m parto. vou a rolar até Palmela, a sentir o frio da manhã a querer entrar-me pelos ossos e a fazer-me aumentar a media para aquecer (erro que ia pagar no fim da volta...). Viagem sem incidentes ou acidentes
.
Quando chego aos Moinhos e quero meter o track que me iria servir de base para explorar a Serra, contratempo... Meti o track com um formato que o GPS não identifica. Pensei para comigo: perdido por cem, perdido por mil.

Viro à esquerda nos Moinhos mesmo lá no fim,e começo logo a ficar com um sorriso de orelha a orelha: nunca tinha feito esta descida e é mais brutal mas menos inclinada que julgava, ou seja, digna de ser feita mais vezes.

Sigo em frente pela estrada de alcatrão e do que me lembrava do track estudado até já o saber quase de cor, viro num caminho que nunca tinha feito. "Isto começa bem, penso eu". A descer...
Pouco tempo depois, lá estou eu a subir com gravilha solta e uma inclinação já apreciável. Junta-se-me uma cadela (golden retriever) que mal tinha força para ladrar de tão velhota que era. Ia subindo e falando para o animal, que já abanava mais a cauda do que latia. Chego ao fim da subida, e apanho alcatrão a descer. Resmungo imediato, mas não havia outra hipótese.

Viro à esquerda para um single "invisível" a que eu chamo single do calhau. À entrada parece que não existe nada por ali, mas com o passar dos metros, vai-se notando um single a aparecer do nada. Single do calhau, porque temos um calhau enorme, no meio do single e logo a seguir a um drop. Ou seja, quem não conhecer e vier lançado.... Fim do single e mais dúvidas... Esquerda, direita, em frente...

Viro para a direita e quando dou por mim, estou no segundo sitio onde queria passar: Pedreiras de Palmela. Mais umas subidas bastante trialeiras e começam mais duvidas... esquerda, direita... Faço o que me ensinaram desde a primeira vez que andei na serra: em caso de dúvida... subir. Deu resultado. Acabei por ir dar a outros singles que queria fazer, depois de chegar lá a cima.
Um pequeno à parte, para vos falar da vista: Estuário do Sado, Setúbal à esquerda, Tróia à direita. Fiquei sem palavras...

De single em single, descida em descida, vou dar a S. Luís. Voltinha da praxe e ai sigo eu. Muitas descidas e aquele single maravilhoso depois (é preciso ter cuidado numa das partes... temos uma avicultura bem perto do single...), sobe-se até ao Tanque.
Ai, encontro companheiros do pedal, a descansarem à sombra. Alguma conversa depois, surge pessoal aqui do meu burgo. Dois deditos de conversa, porque os rapazes estavam com pressa ( andam nas horas, se não, até ficam doentes, segundo palavras de um deles...) e lá vão eles.
Eles, os outros companheiros e eu. Dou-lhe com alma até lá abaixo, à nacional. Mais resmungos da minha parte... ( o alcatrão não vai com a minha cara nem eu com a dele)

Viro para a Comenda, e la apanho eu com a primeira lama do Outono. Paragem obrigatória para a "noémia", e sigo viagem de regresso a casa.

Viro para a direita (mais resmungos) e começa uma das partes algo confusa da volta. Sem saber bem onde virar de novo para o mato, vou até mais à frente do que devia e tenho de voltar para trás.
Corto para o mato num caminho que sabia que não era o inicialmente planeado... Mas a algum lado tinha de ir dar. E como era sempre a subir, em ultimo caso, virava para trás e tinha uma descida longa à minha espera. Subir é pouco... parecia nunca mais ter fim. Felizmente o terreno estava em bastante boa condição. Note-se que andava completamente à aventura. Se me acontecesse algo nesta parte, não saberia dizer como darem comigo.

Felizmente, a subida acabou e comecei a descer. E a ficar muito, mas mesmo muito preocupado, è que estava a descer à muito tempo e ainda não sabia onde estava... O que podia significar ter de subir o que tinha descido.
Felizmente, este improviso correu melhor do que o anterior e lá fui dar onde queria. Umas pequenas hesitações, e lá começo eu a descer pelo single certo até ao alcatrão...

Menos de um quilometro depois viro à esquerda. Subo um bocado e viro à direita: mais um single que normalmente faço a subir, mas desta vez, tive o prazer de fazer a descer.

Depois do single, começou uma parte de anda para trás e para a frente, porque não me lembrava do caminho feito e existem varias variações que acabam por não ir dar a lado nenhum.
Optei por seguir a táctica em frente e direita. Lá consegui situar-me novamente e dar com o caminho que queria.

Aproximava-se uma subida fácil, e que eu adoro fazer... a Estrada da Cobra.
Ao contrario do que pensei, fiquei bastante contente em começá-la a fazer. Significava o ultimo grande obstáculo antes de chegara casa.
Meti a avózinha, controlei a cadência, a respiração a pulsação, e, lá vou eu. A menos de metade do caminho, já eu tinha metido duas mudanças... para ter de reserva para a parte final... Eis que me surge um senhor, que mete conversa comigo enquanto pedalávamos e me acompanhou até ao fim da subida.
Curiosidades: o espírito do BTT, vê-se nestas pequenas coisas. Como viu que estava a uma velocidade reduzida (casa dos 9,5/10 km/h), abrandou para me perguntar se estava tudo bem. Vim a saber que estava numa de subir-descer-subir-descer a Cobra para voltara recuperar a forma... Chegou lá acima, mal deu tempo para agradecer a companhia, já ele estava a descer novamente a Cobra...Senti-me um autêntico tenrinho...

De volta a casa, satisfeito pelo pior estar feito, aumento a velocidade, tanto por ser terreno mais propício a isso e porque a fome já apertava! Quilómetros antes de chegara casa, fico sem água, e com dores no corpo. Recusei-me mentalmente a baixar a média de andamento.
Quando entrei na rua onde moro, já nem vapores tinha para gastar...

O esforço e as dores que sinto valeram bem a pena. Uma volta a solo, felizmente para umas coisas, infelizmente para outras, que quero repetir um dia, mas acompanhado pelos Borlius. Fica o desafio lançado.

Fiz pouco mais de 85 km. E um acumulado jeitoso (o meu GPS não dá media de acumulado... mas não foi fácil, nada mesmo...).
Devem ser cerca de 35/40 km em serra (tirando as partes de ida e vinda daqui até à serra e os enganos).

Abraços e boas pedaladas.

PS: desculpem o testamento... mas é um marco histórico para mim... (nunca me tinha aventurado sozinho na serra por trilhos que não conhecia)

Sábado, 6 de Setembro de 2008

Bem vindo ao Blog À BORLIU

Olá, este é o blog que vai dar suporte ás aventuras do grupo btt á borliu, vamos semanalmente ou sempre que acha disponibilidade, actualizar-vos com os proximos passeios e relembrar os que já passaram, contamos com a tua ajuda para tornar este blog num registoi de boas emoções e experiencias!

Participa! Se és um á borliu e gostarias de ter privilégios de colaborador aqui no blog para poderes publicares as tuas nioticias, envia já email com o teu contacto de email que utilizas regularmente para postar nos blogs!

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Abraço a todos os amantes deste desporto, o BTT!